terça-feira, 2 de outubro de 2012

O Monge e a Vaca

Há tempos minha esposa me contou uma estória que vez por outra me vem à cabeça.
É sem dúvida alguma uma parábola que nos leva a refletir.
Dois monges, um aprendiz e outro muito sábio, foram visitar um sítio bem pobre no qual morava uma família. O monge mais velho falou para o aprendiz que ele deveria fazer o que fosse pedido sem questionar.
Chegando na humilde casa, notaram que a ...
família era composta por um casal e três filhos. Eles estavam mal vestidos e claramente passavam necessidade. O monge mais velho então perguntou para o pai de família o que eles faziam para sobreviver.
Ele respondeu que tinham uma vaquinha que apesar de magrinha, dava o sustento necessário para irem tocando a vida. O monge agradeceu e se despediu da família.
Ao saírem da casa, o monge mais sábio falou para o aprendiz “Pegue a vaquinha e jogue-a do precipício.”
O aprendiz arregalou os olhos e tentou questionar que a vaquinha era o único meio de sobrevivência daquela humilde família. Porém, ao perceber o olhar do mestre, cumpriu a ordem a contragosto.
Depois de alguns anos, o monge mais novo ficou com remorso e decidiu voltar ao mesmo sítio para ver o que tinha acontecido com a família. Chegando lá, notou que o jardim estava florido e com vários animais, incluindo diversas vaquinhas.
Ao entrar na casa ele percebeu que tudo havia mudado, porém era a mesma família. Então ele questionou:
- Puxa, percebemos que a vida melhorou bastante para vocês, o que houve?
E o pai de família respondeu:
- Depois que vocês foram embora há alguns anos, a nossa vaquinha caiu do precipício e morreu. Achamos que seria o fim do mundo, mas tivemos que nos adaptar e descobrimos habilidades e competências que não conhecíamos em nós mesmos.
Aquele acidente nos forçou a buscar oportunidades e novas fontes de renda que não havíamos pensado enquanto estávamos satisfeitos com a vaquinha.
Em resumo: muitos ainda acreditam que a vaquinha suprirá suas necessidades e realizará seus sonhos.
Acomodam-se em seus “quintais”, vivem o ostracismo, passam os dias a criticar o outro que luta, dignifica o trabalho e vence.
Há sempre o momento de recomeçar, de matar a vaquinha, de perseverar, trabalhar, tentar, empreender, buscar.
Reflitamos.

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